Prego
Macho
raça: SRD - Sem Raça Definida
Era um gatinho vira-latas que encontrei uma noite num terreno baldio, com pouco mais de um mês. Magrinho, faminto, apavorado, gritando desesperado, pedindo socorro. O terreno ficava a poucos metros da Rodovia Presidente Dutra. Se ele não morresse de fome ou devorado por alguma ave de rapina, morreria atropelado. Parei o carro, entrei no meio do matagal do terreno baldio, chamei-o e ele veio correndo ao meu encontro. Peguei-o no colo e o levei para casa. Desde este dia, ele alegrou minha vida, me dando carinho e amor. Em julho de 2006, quando ele estava com 11 anos de idade, notei um caroço perto de seus órgãos genitais e também percebi que ele tinha dificuldades para urinar. Levei-o ao veterinário que diagnosticou câncer de próstata. Foi operado imediatamente e a cirurgia foi complicada porque, entre outras coisas, tiveram que extrair o pênis dele porque havia muito tecido necrosado.A cirurgia foi muito bem feita e a cicatrização era rápida. Um mês depois (final de agosto) ele voltou a ter dificuldades para urinar e notei que havia outro caroço, ainda maior. Novamente, levei-o ao veterinário que me informou que devido à velocidade com que o câncer estava voltando, não poderíamos salvá-lo. Cada vez que o operássemos, o câncer voltaria mais invasivo e mais agressivo. Ele iria morrer de qualquer jeito e ainda teria que ser submetido a todos os sofrimentos de sucessivas cirurgias. Decidi então, por não operar mais e apenas amenizar o sofrimento dele. E assim foi, até que, no dia 02 de novembro de 2006, quando não aguentava mais vê-lo sentir dores com parte do quarto traseiro apodrecendo vivo, fui obrigada a tomar a que seria a decisão mais difícil da minha vida: chamei em casa a veterinária de minha maior confiança para pôr meu amiguinho para dormir. Ele se foi, sem dor, às 10:30 da manhã. Só Deus sabe o que senti. Eu chorava tnato que os vizinhos devem ter pensado que estavam me matando mas não me importo. Quero então, deixar meu carinho ao meu Prego por esses quase 12 anos de amizade e meiguice que ele tanto dedicava a todos que se aproximavam dele. Fique em paz, meu amiguinho; você vai estar sempre no meu coração...
Ursula Helida Taranti |